08-11-2017 | Africa , Asia & Pacific , Middle East , Europe & Central Asia , The Americas

Escolher a humanidade: novo vídeo e jogo on-line nos desafiam a confrontar nossa indiferença com relação às violações das normas da guerra Press Release

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Genebra (CICV) - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) lança, nesta semana, uma nova fase da campanha de conscientização pública sobre a necessidade e a relevância das normas da guerra.

Um vídeo impactante nos lembra de forma contundente que, em época de guerra, as vítimas civis são consequência de escolhas e não de acidentes. Através da rotina matinal de um garoto em um país em guerra, o breve vídeo "Decisões" nos mostra como a escolha de respeitar as normas da guerra pode proteger os civis e salvar vidas.

"Don't be Numb" (Não Seja Indiferente) é um jogo on-line que apresenta às novas gerações uma maneira inovadora de estabelecer contato com as Convenções de Genebra. O microsite interativo contém um questionário, visualização de dados e informações sobre as normas da guerra. Consistirá em um teste para os públicos Millennials e Geração Z sobre as escolhas que eles acreditam serem importantes em um conflito, assim como o conhecimento que têm dos princípios básicos de humanidade que constituem a base das Convenções de Genebra - especialmente importantes na atualidade para garantir que as novas gerações não cresçam sem uma compreensão da importância das normas da guerra.

A pesquisa Vozes da Guerra, realizada pelo CICV, em 2016, com 17 mil pessoas em 16 países, demonstra que a esmagadora maioria acredita que as guerras devem ter limites. Oito em cada dez pessoas que foram consultadas creem que os combatentes devem evitar a todo custo atingir os civis quando atacam o inimigo. O mesmo número opina que atacar hospitais, ambulâncias e profissionais de saúde para enfraquecer o inimigo está errado.

A pesquisa, contudo, também revela opiniões que são muito preocupantes com relação à tortura e vítimas civis. Somente 50% das pessoas ouvidas nos cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), e na Suíça, consideram errado atacar o inimigo em áreas povoadas sabendo que muitos civis serão mortos.

"As guerras sem limites são guerras sem fim. Pessoas no mundo inteiro acreditam firmemente que se devem impor limites na guerra, e aquelas que vivem cotidianamente a realidade do conflito continuam acreditando que os limites evitam a espiral de violência", afirmou o presidente do CICV, Peter Maurer. "Mas, em muitas situações, vemos uma chocante falta de respeito pelos princípios básicos do Direito Internacional Humanitário quando se trata da condução das hostilidades, do modo em que a guerra é travada e como as armas são utilizadas."

Como uma organização humanitária que tem desempenhado um papel primordial, desde o princípio, na promoção, desenvolvimento e proteção das normas da guerra, o CICV está alarmado que muitas pessoas hoje em dia consideram normais os ataques a civis, os bombardeios de hospitais e as execuções de prisioneiros. O CICV preocupa-se que os jovens que crescem hoje se tornarão uma geração acostumada com os efeitos trágicos dos conflitos e com os perigos de permitir que as normas da guerra sejam corroídas.

"As fundações básicas da nossa humanidade compartilhada estão sendo desafiadas. Não podemos permitir que os bombardeios de civis ou os ataques a hospitais se tornem aceitáveis ou se normalizem", declarou o presidente Maurer. "As pessoas que sofrem nas guerras merecem nada menos do que o respeito pelas normas que protegerão as vidas e a dignidade delas."

O vídeo, disponível em inglês, francês, espanhol, árabe, chinês, russo e português, convida o público a visitar o site normasdaguerra.org para conhecer mais sobre as Convenções de Genebra.

O questionário pode ser respondido no site?dontbenumb.icrc.org?em inglês, francês e espanhol.

Esses dois meios educativos serão promovidos no Facebook e outras redes sociais. O filme foi produzido em colaboração com a agência publicitária Sra.Rushmore em Madri, na Espanha.

+++ FIM +++

Nota para os editores: as Convenções de Genebra, conjunto de normas estabelecidas em 1949 que protegem as pessoas afetadas por atrocidades da guerra no mundo todo, foram ratificadas por todos os 196 Estados, tornando-as universalmente vinculantes. As quatro Convenções de Genebra e os seus Protocolos Adicionais buscam limitar os efeitos da guerra para as pessoas que não participam das hostilidades, como os civis ou combatentes feridos e capturados.

Atacar deliberadamente os civis é proibido pelas Convenções de Genebra, do mesmo modo que os ataques indiscriminados contra cidades e aldeias povoadas. Devem-se tomar todas as precauções possíveis para evitar causar danos contra os civis e as suas casas, ou a destruição dos seus meios de sobrevivência, como fontes de água, plantações, criação de animais, entre outros. Os civis têm direito a receber a ajuda que precisam, sendo proibidos os ataques a profissionais humanitários e de saúde.

Mais informações:
Matt Clancy, CICV Genebra, tel: +41 79 574 15 54
Juliette Ebele, CICV Genebra, tel: +41 79 949 35 12

 

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